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O comércio eletrônico no Brasil faturou 3,8 bilhões de Reais

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Os números impressionam. Em apenas seis meses, o comércio eletrônico no Brasil faturou 3,8 bilhões de Reais, um crescimento nominal de 45% quando comparado aos meses de janeiro a junho de 2007.

A chave para se entender a grande e contínua expansão do comércio pela internet está no incremento no número de consumidores que do 1°semestre do ano passado para cá cresceu cerca de 42%, ou seja, foram nada menos do que 3,5 milhões de novos compradores por toda a rede, totalizando 11,5 milhões de pessoas que já experimentaram comprar  na web até Junho.

Outro fator positivo a ser considerado é o aumento da freqüência de compra por parte daqueles que já estão habituados às compras nesse canal, que agora começam a recorrer à internet mais vezes em um curto espaço de tempo, passando de “light users” (pessoas que não efetuaram ou realizaram até três compras pela internet nos últimos seis meses) a “heavyusers” (pessoas que realizaram mais de quatro compras pela internet nos últimos seis meses).

Fora isso, existem ainda diversas vantagens que atraem o consumidor para o mundo digital, como a prática de preços mais baixos que àqueles aplicados em lojas tradicionai além do financiamento facilitado que em algumas lojas virtuais chega a ser oferecido ao consumidor parcelamentos em até12 vezes sem juros para a compra de determinados produtos e em algumas lojas também frete grátis.

A inclusão digital, incentivada pelo Governo em parceria com grandes redes de varejo que já começam a vender computadores a preços mais acessíveis a uma camada mais baixa da população; a conveniência da compra on-line, principalmente nas grandes cidades, evitando trânsito, filas e congestionamento e também em lugares mais afastados dos centros distribuidores que vêem na internet uma vitrine de produtos bem mais completa, moderna e colorida e a facilidade na utilização dos sites de busca e comparadores de preço que alavancam as vendas pelo canal web são alguns fatores que estão motivando tantas pessoas para as compras on-line.

As boas experiências de compra vividas pelo consumidor online, proporcionadas por estratégias das lojas virtuais em personalizar o atendimento ao consumidor (por ex., em campanhas de e-mail marketing), aumentam a probabilidade de que este consumidor volte a comprar (cerca de 70%) e, muito mais que isso, a indicar o seu estabelecimento a outras pessoas de seu convívio social.


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Diferentemente de tempos atrás, quando a expansão se dava basicamente nas classes A e B, o que se percebe é que pessoas pertencentes a classes sociais com menor poder de compra entram no comércio eletrônico todos os dias, principalmente da classe C. Isso é  justificado quando analisamos as oportunidades da inclusão digital, em que cada vez mais pessoas, de
diversas classes sociais, têm acesso à internet.

Outro dado que chama atenção em relação ao perfil do e-consumidor é que as mulheres, que em 2000 representavam 37% dos e-consumidores, hoje já ultrapassam o público masculino representando, em alguns meses, 51% do total de pessoas que compram pela internet.

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Com a inclusão digital, teremos um potencial de penetração do consumo pela internet na parte mais baixa da pirâmide, desde que, acima de tudo, se respeite o cliente, oferecendo produtos e serviços, financiamento e excelência no atendimento.

Além disso, tanto para as grandes quanto para as micro e pequenas empresas, o e-commerce é uma realidade. Desconfiar disso ou se mostrar alheio a esse universo é ficar distante de um novo mundo no qual o consumidor está, a cada dia, se tornando mais plugado, participativo e carente de bons negócios e novidades.

Atualizaado em 24/07/09
Fonte: e-bit Informação

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